Apresentação
Joinville (Santa Catarina, Brasil) sediará, entre 06 e 08 de outubro de 2026 (evento presencial), a 11ª edição do PLURIS, tendo como tema:
“Caminhos e Trajetos (às) (das) (nas) (pelas) entre Cidades”
A proposta convida à reflexão sobre como os percursos – físicos, históricos, culturais, sociais e econômicos – estruturam a forma urbana, constroem identidades e orientam o futuro das cidades. Mais do que deslocamentos, os caminhos revelam relações entre território, mobilidade, saúde, paisagem e modos de vida.
Os caminhos de Joinville são múltiplos, estratificados e profundamente simbólicos. Sua história remonta aos Caminhos do Peabiru, uma rede com mais de três mil quilômetros que conectava o Oceano Atlântico ao Império Inca, no Pacífico. Essas trilhas de comércio, peregrinação e intercâmbio cultural deixaram marcas duradouras no território, perceptíveis em trechos preservados no Monte Crista e nas cidades vizinhas.
No período imperial, a implantação da Estrada Dona Francisca, às margens do rio Cachoeira, estruturou o núcleo urbano e estabeleceu a ligação com o planalto serrano, consolidando um eixo fundamental para o desenvolvimento regional. A relação da cidade com o céu – por meio do clube de planadores – inaugurou as conexões aéreas e perspectivas sobre a paisagem.
As rotas simbólicas dos Príncipes, marcadas por palmeiras imperiais e edifícios históricos; a Rota do Patrimônio Histórico, que articula memórias arquitetônicas, culturais e religiosas; e os caminhos rurais, que se estendem do rio Piraí à Estrada Bonita, revelam a herança cultural germânica e a exuberância da Mata Atlântica. Esses percursos demonstram que os caminhos não são apenas infraestrutura: são ambiência, memória, identidade e experiência urbana.
O PLURIS 2026 propõe um encontro para percorrer os caminhos das cidades como experiências vividas, em territórios, economias, culturas e corpos em movimento. Dos trajetos do passado às projeções do futuro; de Portugal ao Brasil e do Brasil a Portugal, os deslocamentos – ativos, coletivos e simbólicos – registram conquistas, trocas, aprendizagens e descobertas.
O evento reafirma a mobilidade urbana como estrategia para pensar a morfologia das cidades mais saudáveis, inclusivas, sustentáveis e humanas, onde cada caminho é um gesto de construção do espaço e da vida urbana.


